sexta-feira, 22 de julho de 2016

Anemia: O que é e como cuidar.


O que é Anemia?

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A Anemia é uma doença que é causada pela falta de nutrientes essenciais no organismo, é a condição em que o sangue não tem glóbulos vermelhos saudáveis suficientes. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a anemia é definida quando a quantidade de hemoglobina no sangue está abaixo do normal. As anemias podem ser causadas por falta de vários nutrientes como Ferro, Vitamina B12, Vitamina D, Zinco ou proteínas. A anemia mais comum é a Anemia Ferropriva, que é causada pela falta de Ferro. O ferro é um nutriente que trabalha na fabricação de células vermelhas do sangue, que transporta o oxigênio para todas as células do corpo. A anemia causada por deficiência de ferro é a mais comum e pode atingir a qualquer tipo de pessoas, tendo mais possibilidades de atingir crianças, idosos e gestantes, e é claro, pessoas que não se alimentam devidamente (trazendo pouco nutriente para o corpo), mas devemos lembrar que um dos sintomas é a perda de apetite.
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" Crianças, gestantes, lactantes (mulheres que estão amamentando), meninas adolescentes e mulheres adultas em fase de reprodução são os grupos mais afetados pela anemia, muito embora homens - adolescentes e adultos - e os idosos também possam ser afetados pela anemia. -  Organização Mundial de Saúde"

As causas da Anemia por deficiência de ferro, tanto em crianças como em gestantes, são basicamente o consumo insuficiente de alimentos fontes de ferro e/ou com baixa biodisponibilidade. Na gestante, a anemia pode ser causada também pelas baixas reservas de ferro pré-concepcionais e a elevada necessidade do mineral em função da formação dos tecidos maternos e fetais. - Fonte desconhecida.

E os sintomas?


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Os sintomas são inespecíficos, algumas pessoas podem relatar alguns ou todos, você precisaria de exames laboratoriais. Se você for diagnosticado com anemia, vão te indicar algum suplemento de ferro e você vai passar um tempo usando, seguindo algumas dicas de alimentação.


Os sinais:

Fadiga generalizada.
Anorexia.
Falta de apetite.
Palidez de pele.
Mucosas (parte interna do olho, gengivas).
Menor disposição -para o trabalho, tarefas do lar-.
Dificuldade de aprendizagem.
Apatia (pessoas muito "paradas").
Falta de memória.
Tonturas.
Fraqueza.
Dor de cabeço ou enxaqueca.
Dores musculares.
Sonolência.
 Insônia.
Falta de ar ou respiração muito curta.
Palpitação e taquicardia.

O coração é obrigado a bater mais depressa para garantir o fornecimento necessário de oxigênio a todas as células do corpo. A intensidade dos sintomas aumenta com a atividade física.

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Tipos de anemia

Anemia Falciforme: este tipo de anemia é genética e causa a destruição das células vermelhas do sangue e gera sintomas como icterícia, inchaço nas mãos e nos pés, dor em todo o corpo. Ela deve ser tratada com uma boa alimentação, transfusão de sangue e, por vezes, penicilina.

Anemia Ferropriva: este tipo de anemia é causada pelo baixo consumo de alimentos ricos em ferro ou hemorragias, e é identificada num simples hemograma. Seu tratamento consiste na boa alimentação e na suplementação de ferro.

Anemia Perniciosa: a anemia perniciosa é causada pela deficiência de vitamina B12 no organismo e gera, além dos sintomas típicos da anemia, neuropatia e diminuição da concentração de ácido gástrico no estômago. Esta anemia pode resultar em graves danos neurológicos, se não houver o tratamento adequado.

Anemia Aplástica: é uma doença auto-imune onde a medula óssea diminui a produção de células sanguíneas. Seu tratamento é feito com transplante de medula óssea e transfusão de sangue, quando não é devidamente tratada, pode levar à morte em menos de 1 ano.

Anemia Hemolítica: este tipo de anemia produz anticorpos que destroem as células sanguíneas. Ela é mais comum em mulheres do que em homens e gera sintomas como palidez, tontura, marcas roxas na pele, pele e olhos secos e outros. Felizmente, ela tem cura e esta pode ser alcançada com medicamentos e, por vezes, é necessária a remoção do baço.

Anemia de Fanconi: de origem genética, caracteriza-se por apresentar sintomas como anomalias nos dedos e na face. Pode ser diagnosticada por volta dos 6 anos de idade, ao observar os sinais clínicos da doença. Seu tratamento é feito com transplante de medula óssea e com imunossupressores.

Anemia Megaloblástica: é um tipo de anemia caracterizado pelo tamanho anormal dos glóbulos vermelhos e diminuição dos glóbulos brancos e plaquetas, provocado pela deficiência de vitamina B12. Os sintomas incluem dor na barriga, queda de cabelo, cansaço e feridas na boca, por exemplo.

Exames que confirmam a anemia

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A anemia por deficiência de ferro ou anemia ferropriva, que é a mais comum, geralmente é confirmada através de um exame de hemograma, onde são avaliados os glóbulos vermelhos e a hemoglobina, e dos níveis de ferritina no sangue, sendo que geralmente o diagnóstico é feito quando estes valores estão baixos. Porém, quando o hemograma está alterado, mas os níveis de ferritina estão normais, o médico pode pedir a realização de outros exames como a eletroforese da hemoglobina ou a contagem dos níveis de vitamina B12 e ácido fólico, por exemplo, pois pode-se tratar de outro tipo de anemia.

Desta forma, o diagnóstico da anemia pode ser feito através de:

Hemograma: Exame de sangue para anemia. Para diagnosticar a anemia, é fundamental fazer um exame de sangue chamado hemograma que avalia os glóbulos vermelhos no sangue e hemoglobina, sendo que também deve estar incluído no exame a contagem dos níveis de ferritina.

O diagnóstico da anemia ferropriva geralmente é feito quando:

Hemoglobina: inferior a 12 g/dl em mulheres e inferior a 13 g/dl em homens;
Ferritina: abaixo de 10 ou 12 ng/ml.

Normalmente, com este exame de sangue o médico identifica a anemia ferropriva, no entanto, também pode fazer algumas perguntas sobre a história de anemia na família, alimentação, doenças crônicas, uso de remédios, cor das fezes e urina, problemas de sangramento e consumo de álcool, por exemplo, para ajudar a identificar a causa da anemia ferropriva.

Outros exames para anemia;

Quando o médico através do hemograma e dos sintomas detecta que a anemia não é causada pela deficiência de ferro, pode recomendar a realização de outros exames para identificar qual o tipo de anemia, como:

Eletroforese da hemoglobina: analisa os diferentes tipos de hemoglobina no sangue, podendo ajudar a diagnosticar o tipo de anemia;

Exame de esfregaço de sangue periférico: avalia a aparência dos glóbulos vermelhos do sangue sob um microscópio para determinar o tamanho, forma, número, e aparência;

Contagem de reticulócitos: avalia se a medula óssea está produzindo novos glóbulos vermelhos em resposta à anemia, ajudando a identificar o tipo de anemia;

Exame de fezes: pode ajudar a detectar hemorragia do estômago ou intestinos, que pode ser a causa de anemia. Se for encontrado sangue nas fezes, pode ser necessário fazer outros exames como endoscopia;

Níveis de ferro, vitamina B12 e ácido fólico: a deficiência destes nutrientes pode ser uma das causas de anemia;

Níveis de bilirrubina no sangue: útil para determinar se os glóbulos vermelhos do sangue são destruídos no interior do corpo, o que pode ser um sinal de anemia hemolítica;

Níveis de chumbo no sangue: a intoxicação por chumbo pode ser uma das causas de anemia em crianças;

Testes de função hepática: para avaliar o funcionamento do fígado, que pode ser uma das causas de anemia;

Testes de função renal: pode ajudar a determinar se existe algum problema renal, como insuficiência renal, por exemplo, que pode causar anemia;

Biópsia da medula óssea: avalia a produção de glóbulos vermelhos do sangue e pode ser feito quando um problema de medula óssea é suspeito de ter causado a anemia.

Outros exames como ressonância, raio-x, tomografia, exame de urina, testes genéticos, exames sorológicos e bioquímicos também podem ser usados para diagnosticar qual o tipo de anemia.

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Complicações possíveis

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Os sintomas desta doença não são muito claros, mas os mais comuns são: sensação de fraqueza ou fadiga e, em alguns casos, dificuldade de concentração. Nos casos mais graves podem ocorrer ainda desde a dificuldade para respirar durante esforços físicos, até problemas no coração. A anemia pode levar uma pessoa doente a morte, caso não seja tratada adequadamente.

A anemia ferropriva traz os seguintes efeitos adversos ou consequências: diminuição da produtividade no trabalho, diminuição da capacidade de aprendizado, retardamento do crescimento, apatia (morbidez), perda significativa de habilidade cognitiva, baixo peso ao nascer e mortalidade perinatal. Além disso, a anemia pode ser a causa primária de uma entre cinco mortes de parturientes ou estar associada a até 50% das mortes.
Em crianças a anemia está associada ao retardo do crescimento, comprometimento da capacidade de aprendizagem (desenvolvimento cognitivo), da coordenação motora e da linguagem, efeitos comportamentais como a falta de atenção, fadiga, redução da atividade física e da afetividade, assim como uma baixa resistência a infecções. Nas grávidas, a anemia é associada ao baixo peso ao nascer e a um incremento na mortalidade perinatal.

Tratamento para Anemia

O tratamento das anemias é diretamente determinado pela doença de base que provocou a falta de produção ou a destruição das hemácias. O ferro pode ser fornecido ao organismo por alimentos de origem animal e vegetal. O ferro de origem animal é melhor aproveitado pelo organismo. São melhores fontes de ferro as carnes vermelhas, principalmente fígado de qualquer animal e outras vísceras (miúdos), como rim e coração; carnes de aves e de peixes.

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Entre os alimentos de origem vegetal, destacam-se como fonte de ferro os folhosos verde-escuros, como agrião, couve, cheiro-verde, taioba; as leguminosas (feijões, fava, grão-de-bico, ervilha, lentilha); grãos integrais ou enriquecidos; nozes e castanhas, melado de cana, rapadura, açúcar mascavo. Também existem disponíveis no mercado alimentos enriquecidos com ferro como farinhas de trigo e milho, cereais matinais, entre outros.
A presença de ácido ascórbico, disponível em frutas cítricas, e alimentos ricos em proteínas na refeição melhora a absorção de ferro proveniente de produtos vegetais, como: brócolis, beterraba, couve-flor e outros. Por outro lado, existem alguns fatores (fosfatos, polifenóis, taninos, cálcio) que podem inibir a absorção do ferro, presentes em café, chá, mate, cereais integrais, leite e derivados.

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Ressalta-se que o leite materno é considerado fator protetor contra Anemia por deficiência de ferro devido à alta biodisponibilidade do ferro existente. Estudos evidenciam associação de anemia em crianças que tiveram pouco tempo de aleitamento materno exclusivo, alimentação prolongada com leite de vaca e com a introdução da alimentação complementar precoce.

quarta-feira, 6 de julho de 2016

O que é Hikikomori ?


A muitos anos, desde que eu era pequena já desenhava e criava meus personagens, a personagem que eu mais gostava se chamava Komori, ela se tornou a minha personagem favorita e também a principal entre as estórias que eu escrevia (e ainda escrevo), algumas pessoas começaram a me chamar assim até cair no esquecimento dos dias de hoje. Recentemente eu adicionei um apelido no facebook, oque seria uma junção de um antigo apelido e o nome e sobrenome (Komori Hiki, ou Hiki Komori em japonês e como gosto de chamar), de uma de minhas personagens antigas. Foi exatamente oque eu fiz, mas com outro significado.


O que é Hikikomori ?
Fonte: Wikipédia.
https://files.tofugu.com/articles/japan/2014-06-18-hikikomori/
Hikikomori é um termo de origem japonesa que designa um comportamento de extremo isolamento doméstico. Os Hikikomori são pessoas geralmente jovens, entre 15 a 39 anos, que se retiram completamente da sociedade, de modo a evitar o contato com outras pessoas.
Esse tipo de comportamento é atualmente tido como problema de saúde pública no Japão onde milhares de jovens se encontram nesta situação devido ao alto grau de perfeição exigido das pessoas em tarefas diárias e à pressão acarretada por tal exigência, o que acaba levando muitas pessoas a problemas psicológicos de baixa autoestima e em alguns casos extremos tendências sociopáticas graves. Há casos extremos onde filhos chegam aos 40 anos ainda dependentes dos pais e sem experiência profissional.

http://27.media.tumblr.com/

O Ministério da Saúde no Japão estima que cerca de 70 mil japoneses são vítimas do fenômeno. Dados do psicólogo Saito Tamaki, criador do termo e pioneiro na pesquisa sobre tal fenômeno, indicam um quadro muito mais sombrio: um milhão de jovens do sexo masculino seriam vítimas desse distúrbio, o que leva ao assombroso quadro de 20% da população adolescente masculina (ou 1% da população do país inteiro) vivendo em reclusão quase que total. É um tanto óbvio que graças ao comportamento isolacionista ao extremo das vítimas, o número exato de Hikikomori existentes atualmente não pode ser medido com exatidão, e provavelmente está entre um dos dois extremos propostos pelos dados fornecidos. Há informações de que Tamaki teria posteriormente admitido em sua autobiografia (Hakushi no kimyo na shishunki) que esse número não tem base factual e foi empregado apenas para chocar e chamar atenção para o problema.

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Não apenas no Japão, os Hikikomoris podem ser encontrados em qualquer grande centro urbano do mundo, e com maior incidência em famílias o qual o poder aquisitivo é maior. Com o recente avanço tecnológico e o aumento da renda da família, estes podem propiciar aos filhos conforto e tecnologia, por consequência, desmotivam eles a enfrentarem o mundo, a buscar seu espaço e seguirem seu caminho, dando a eles ocupação permanente em seus lares. Estima-se que, nos EUA, a incidência de Hikikomoris é alta, o que fez o sistema de saúde americano elaborar uma cartilha aos psicólogos e psiquiatras. Uma pesquisa no Reino Unido mostrou que os Hikikomoris britânicos são centrados em cultura de massa japonesa.

https://armchairjapanophile.files.wordpress.com/2014/09/

Em 2007 o governo Japonês implantou um programa de assistência aos hikikomoris - assistentes sociais estabelecem contato com eles através de cartas, telefonemas e depois os convidam a sair para cinema, praças, shoppings, estimulando o contato social e, consequentemente, de modo a diminuir o estado de isolamento. Essas assistentes sociais são chamadas de "Super Irmãs", por serem do sexo feminino e conseguirem reerguer muitos jovens masculinos nessa situação.
O tratamento é feito estimulando os jovens a atividades sociais, culturais e esportivas, porém, a companhia constante de outra pessoa apoiando é fundamental, visto que os Hikikomoris são extremamente sensíveis a interações humanas. Na Inglaterra, grupos de apoio dos que sofrem o mesmo problema se mostraram bastante eficientes.

Curiosidades

  • Hikikomoris chegam a passar anos sem sair de seus quartos ou casas.
  • Casos de Hikikomori entre mulheres estariam deixando de ser reportados
  • Os sintomas variam entre os pacientes. Em alguns casos, são violentos, se alternam com comportamentos infantis. Outros podem se tornar obsessivos, paranoicos ou deprimidos.
  • O psicólogo Tamaki Saito estima que entre 70% e 80% casos de Hikikomori são predominantemente masculinos. Entretanto, uma pesquisa da rede NHK demonstrou que apenas 53% eram homens.
  • Andy Furlong, da Universidade de Glasgow, sugere que os casos de mulheres são vistos como mais 'naturais' e não são reportados.
  • Mangás retratam abertamente o tema do Hikikomori.
  • Os Hikikomori também são descritos como "nerds"
  • Eles são conhecidos por suas obsessões com os mangás (os quadrinhos japoneses) e com os animes (a versão animada dos mangás, desenhos japoneses).
  • Vítimas do Hikikomori tem extrema dificuldade de encontrar pessoas, fazer amigos e sair em público.


Espero que tenha esclarecido as pessoas que estavam com dúvidas sobre o motivo e o significado do nome. 

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