domingo, 21 de agosto de 2016

Nota de um desequilíbrio.

Nota de um desequilíbrio.


Eu sempre achei que tinha algo de errado comigo, não é como se necessariamente tivesse algo de errado comigo, mas algo parece realmente confuso. As vezes o sentido nos escapa. Depois de tanto tempo, eu ainda não descobri ao certo o que é.

É inquietante toda essa mistura de sensações, o caos, uma mistura de agonia e diversão, como as coisas podem ter tanto sentido como em outro momento podem não fazer sentido algum, a ansiedade do que pode acontecer e o orgulho, o sentimento de realização quando se consegue fazer as coisas que queremos e não conseguimos ou não temos coragem. As coisas mudam o tempo todo, dentro e fora. A ansiedade em si é como viver em caos, consigo, com os outros, tudo pode ser um caos quando o caos é você. A ansiedade é como estar pulando em um abismo onde você não pode ver o fundo. Você olha para o abismo e o abismo olha para você, você não sabe o que tem lá ou o que vai acontecer. É como fazer equilibrismo em uma corda bamba sem ter a certeza de que existe uma cama-elástica para te proteger da queda, é como cair, é como estar caindo enquanto procura em um lugar para se pendurar, é como se o chão por baixo de seus pés sumissem, sempre se trata de cair. Você não sabe o quanto vai doer, ou se ao menos vai doer. É sentir as pernas bambas, o coração palpitando como se fosse explodir.


Todo mundo já tá cansado de saber que nem tudo é como a gente quer, que as coisas podiam ser melhores e que nem todo mundo liga, que as vezes é tão difícil acreditar nos outros quanto é difícil acreditar em nós mesmo, e que também é difícil de acreditar que existem pessoas que se esforçam para tentar compreender o que sentimos quando nós mesmos não conseguimos explicar, o quanto as coisas sempre parecem difíceis e quando nós percebemos que algumas delas podem ser muito fáceis, desde o momento que realmente tentamos fazer. Não pelos outros ou pra tentar provar algo a alguém, mas por nós, nós mesmo.

Não importa o quando as coisas sejam difíceis, nós conseguiremos.


- Andria Von Keller      

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

O Baile de Máscaras

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O baile de máscaras nunca termina,
indo e vindo em uma música sem fim.
A música é diferente para cada um,
e se ouve em cada esquina.
O mistério por trás da máscara,
é oque todo mundo esconde
e não conta nem para si.
Delas vemos aos montes,
cada um de um tipo, 
infinitas formas e cores.
Máscara de palhaço, oque é triste e se faz de engraçado.
Que esconde a dor em um sorriso.
Música que distorce, nesse baile de máscaras,
essa dança nunca termina,
Máscara de aço,
se faz de forte por que é um fraco.
Covardia, corrupção da prudência,
oposto a toda coragem ou bravura.
Máscara de purpurina,
se faz de frágil por que a fúria a domina.
Exaltação violenta de ânimo, que se deteriora facilmente,
sem firmeza ou estabilidade.
Máscaras que disfarça a farsa,
enfeitadas com mentiras, escondidas.
O baile de máscaras nunca termina.

- O Baile de Máscaras - Andria Von Keller.
??/12/2012 



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